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El blog literario latinoamericano

viernes, 25 de mayo de 2012

 Blog de Víctor Gómez Pin

Poder y…tranquilidad de conciencia

Dos niños de la República Democrática del Congo, uno de los países más pobres e inestables de África

Dos niños de la República Democrática del Congo, uno de los países más pobres e inestables de África.

Decía hace unos días que ver el destino moral propio en la caritativa compasión ante el muñón ajeno es incompatible con todo auténtico ideario de fraternidad. Mas, como toda mentira, la falsa fraternidad tiene efectos en relación al mal del que se nutre. La consideración de seres humanos como objetos de pasiva atención asistencial, no sólo es en general inútil para hacerlos escapar a su postración, sino que introduce una  asimetría generadora de odio (cuando hay conciencia de la misma) y de resentimiento (en el caso de ceguera). Trasmito sin mayor comentario párrafos de un artículo de Michel Galy, publicado recientemente en Le Monde Diplomatique:

"En la República Democrática del Congo las asociaciones humanitarias occidentales disponen de importantes medios. Pero en Kinshasa, los miembros de éstas viven todos juntos. Hasta el punto de formar una micro-sociedad cuya presencia desordena la vida social...¿Es que los humanitarios formarían lo que los sociólogos denominan una "sociedad paralela", con sus ritos,  sus códigos y sus redes mundiales?... En Goma y en Bukavu, allí dónde se encuentran los campamentos de refugiados y por ende responsables humanitarios que llegan de todo el mundo, los hoteles de lujo y las residencias de la ONU brotan como hongos en medio de un paisaje magnífico, hasta el punto de que ha aparecido una mafia local que se enriquece y se destruye...

¿No hay nada nuevo bajo el gran cielo africano? Se puede comparar esta gesta con la de los "oficiales de asuntos indígenas" de antaño, pero al menos estos últimos estaban al tanto de las costumbres y lenguas locales en la famosa escuela colonial (EFOM)...Mal que bien existen numerosas asociaciones de desarrollo congoleñas. Les falta reconocimiento y a veces desarrollan un fuerte rencor contra un ‘humanitarismo occidental' con tanto poder y tranquilidad de conciencia".

[Publicado el 07/1/2009 a las 07:00]

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Comentarios (11)

  • Tienen mucha razón en estos comentarios , no hay que escapar de la realidad, pero desde nos encontramos o en la situación económica que estamos .. creo que poco podemos hacer, yo creería que tendríamos que empezar por casa para poder llegar asta allá, y si tenemos la oportunidad de afiliarnos a algun grupo de ayuda pues no pensarlo dos veces, esperemos que las autoridades no se abusen de lo poco que se mande para ayudar al progimo. saludos soy de Bermejo Tarija Bolivia.

    Comentado por: marco antonio gutierrez el 18/3/2011 a las 13:58

  • TANTO RICO NO PUEDE SER QUE AYGA NIÑOS MURIENDOSE DE AMBRE NO PUEDE SER que manden diner o algo TANCIQUIERA DESPENSA se pasann......

    Comentado por: yahaira el 15/10/2009 a las 20:20

  • Dejarse llevar por la impotencia del hacer y del decir no es productivo ni constructivo, está bien recordarlo de vez en cuando para no bloquearse, saludos.

    Comentado por: opciones el 08/1/2009 a las 11:06

  • Creo que mi respuesta ha sido brusca, no lo pretendía porque es cierto que cuando las cosas están como están es difícil saber por donde empezar, encontrar un lado útil y posible.Quizás sea eso y la comodidad lo que nos lleva a situaciones de bloqueo. Empezar por el que tenemos más cerca es menos incómodo y una forma como otra de dar algún paso que nos aleje del efecto anestésico de la reiteración

    Han dejado una dirección aquí, habrá qe mirar.

    Un saludo

    Comentado por: preguntas el 07/1/2009 a las 23:49

  • Car@s amig@s,

    Com mais de 600 mortos em Gaza, chegou a hora de acabar com esta guerra. Porém, os EUA estão obstruíndo um cessas-fogo justo no Conselho de Segurança da ONU -- vamos entregar 500.000 vozes pela paz ainda esta semana, assine a ajude a divulgar a campanha:
    Take Veja o anúncio e assine a petição
    O derramamento de sangue em Gaza está escalando – o número de mortos já chegou a 600 pessoas sendo quase metade civis, entre eles mais de 100 crianças. Os tanques, aviões e artilharia Israelense estão bombardeando áreas densamente povoadas, incluindo escolas da ONU. Milhares estão feridos e 1.5 milhões de civis aterrorizados não têm para onde escapar mantidos como prisioneiros dentro de fronteiras fechadas. Enquanto isso o Hamas continua e lutar e lançar foguetes contra o sul de Israel, 11 israelenses foram mortos incluindo por “fogo amigo”.

    O nosso chamado global por um cessar-fogo começou a ressoar alto e claro, ganhando o apoio de líderes da Europa, Oriente Médio e além, definindo assim os termos para um acordo. Porém Israel continua a rejeitar uma trégua e o Presidente dos EUA, George Bush, está barrando um cessar-fogo negociado na ONU pressionando por uma alternativa que pretende legitimar o isolamento sufocante de Israel em Gaza.

    Precisamos dizer: BASTA. Não podemos deixar os EUA e companhia bloquear um cessar-fogo justo e negociado. 250.000 pessoas assinaram a petição pelo cessar-fogo, vamos mostrar que podemos conseguir meio milhão. Esta petição, com o número de assinaturas, será publicada num anúncio forte no Washington Post direcionado aos líderes americanos e será também entregue em reuniões com os membros do Conselho de Segurança da ONU. Clique no link abaixo para ver o anúncio, assinar a petição e encaminhar esta mensagem para todos os seus amigos e familiares:

    http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace/

    Nossos esforços podem realmente fazer a diferença – o próprio Ministro das Relações Externas de Israel admitiu que se a pressão internacional for forte o suficiente, ela pode garantir um cessar-fogo. Enquanto a comunidade internacional continua a debater demoradamente, mais civis morrem todos os dias. Os oficiais da ONU em Gaza dizem: “Não há lugar seguro em Gaza. Todos aqui estão aterrorizados e traumatizados”. Ao bloquear a resolução da ONU, o Bush pretende excluir o Hamas de qualquer acordo de cessar-fogo dando carta branca para Israel continuar com a violência. Por isso estamos direcionando o nosso apelo ao novo Presidente Obama e o Congresso Americano, assim como a União Européia e outros líderes internacionais. Só assim conseguiremos uma resolução justa e estável.

    Para ser duradouro, um cessar-fogo deve proteger os civis e parar os ataques a ambos os lados – tanto o bombardeio e incursão israelense quanto os foguetes palestinos lançados ao sul de Israel. Uma supervisão internacional é crucialmente necessária para que a fronteira de Gaza possa ser reaberta deixando entrar alimentos, combustíveis, medicamentos e outros produtos, e impedindo a entrada de armamentos ilegais que só tem aumentado desde que as fronteiras foram bloqueadas. A supervisão internacional também é essencial para monitorar e garantir o cessar-fogo em ambos os lados.

    O Hamas, que ganhou as eleições em 2006 e agora governa Gaza, diz que irá concordar com o cessar-fogo. Eles devem cumprir sua promessa assim como Israel. Não há uma solução militar para a situação, em nenhum dos lados. Chegou a hora dos poderes globais intervirem dando avanço a um acordo justo para proteger civis em ambos os lados para que eles possam viver suas vidas com paz e segurança. Assine a petição agora no link abaixo, se você já assinou, envie esta mensagem para todos que você conhece – ela será publicada no Washington Post e outros meios, e será entregue em reuniões pessoais com a equipe do Obama, o Conselho de Segurança da ONU e lideranças européias:

    http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace/

    Com esperança e determinação,

    With hope and determination,

    Paul, Graziela, Ricken, Pascal, Luis, Alice, Brett, Ben, Iain, Paula, Veronique, Milena e o resto da equipe da Avaaz

    -------------------------------------------------

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    Comentado por: elala_cran el 07/1/2009 a las 22:45

  • Disculpe por mi desafortunado comentario, no he sabido explicar lo que quería decir con lo de mejor y menos malo, estaba relacionado con lo de la "falsa fraternidad", el poder y la tranquilidad de conciencia. Estaba teorizando, cuando la realidad es la que es, es cierto.

    Comentado por: opciones el 07/1/2009 a las 22:42

  • ¿Que no se sabe qué es mejor?...Hay cosas que, desde nuestro punto de vista, tienen mal arreglo una vez que están como están. Seguro que los implicados tienen ideas y seguro que tenemos algunas que ofrecerles para que puedan conseguir lo que quieren. Seguro que podemos dejar de quitarles lo que todavía les queda y hacer que repercuta sobre cada uno lo que es de cada uno. Pero las desgracias ajenas pasan por nuestras narices como si fueran una película de la que jamás seremos protagonistas. Algunos patalean y otros viven como pueden, las bombas caen y bajo ellas otras vidas y nuestra vergüenza, nos pilla tan lejos...

    Comentado por: ¿preguntas? el 07/1/2009 a las 16:32

  • Durante mucho tiempo mantuve correspondencia con Sergio Campos Cacho, un simpático bibliotecario en el Instituto Cervantes pagado con dinero público. Responde a la perfección con la caricatura del funcionario que todos conocemos: vago, pretencioso, dado a los abusos de autoridad y, sobre todo, insatisfecho con un puesto de trabajo que no se atreve a abandonar por miedo y porque no da para mucho más.
    ¿Cómo habría sido su estancia en esa ciudad extranjera, Berlín, antes de que Arcadi Espada abriese su blog? Lo ignoro: más gris y polvorienta de lo que es ahora. Sin embargo, debo reconocer que ha sido hábil: con un estilo tabernario y pseudoculterano, se ha granjeado las simpatías de ciertas personas de las que ha obtenido pingües réditos, hasta el punto de creerse toda una personalidad y no soportar que nadie le lleve la contraria. No es raro: Internet le ha ofrecido algo que jamás ha conseguido en el mundo real. A día de hoy, toda su vida depende de la red. Sin ella y sus protectores, no sería nada. Ahí reside su tragedia. Sin embargo, ¿durante cuánto tiempo podrá mantener esos favores?

    Comentado por: Pancho Ortuño el 07/1/2009 a las 15:45

  • ¡Maldita sea!, hay veces que no se sabe qué es mejor o cuál es el menor de los males posibles, por ser más realistas.

    Comentado por: opciones el 07/1/2009 a las 12:10

  • ¿Ellos qué dicen? ¿Se negocia con ellos qué necesitan, cómo lo quieren y que van a hacer a cambio? Claro que no me refiero a los dirigentes

    Comentado por: preguntas el 07/1/2009 a las 10:57

  • Cierto, cuando leo o escucho este argumento en contra de la falsa fraternidad, pienso lo mismo de siempre: bien, esto no les ayuda solo es un parche, pero cuál es la otra alternativa ¿dejarlos morir en paz y con dignidad?
    Vale, la solución es otra, pero no se produce e incluso parece imposible que se pueda dar... al menos la ayuda humanitaria de estas organizaciones hace algo, mientras los gobernantes preparan sus discursos.

    Comentado por: ¿opciones? el 07/1/2009 a las 10:34

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Foto autor

Biografía

Victor Gómez Pin estudió Filosofía en la Sorbona dónde obtuvo el grado de  Doctor de Estado con una tesis sobre el orden aristotélico. Actualmente es Catedrático de la Universidad Autónoma de Barcelona dónde ha impartido  las asignaturas de Teoría del Conocimiento, Introducción al Pensamiento matemático, Ontología y Filosofía de las ciencias Formales. Ha sido profesor en  la VIU (Venice International University), de Venecia, en cuya ciudad recibió en 2009 el Premio Internacional del Istituto Veneto di Scienze, Lettere ed Arti.

Su transcurso indisociablemente profesional y social está marcado por su incorporación al proyecto de "Zorroaga", en San Sebastian,  iniciado en 1979 por el  filósofo Ramón Valls Plana,   e inmediatamente asumido por Javier Echeverría.  Se aspiraba allí a que la Universidad del Pais Vasco se dotara de una  sección de Filosofía que respondiera a la exigencia kantiana de ser "un departamento entre otros y sin embargo toda la universidad".  La dificultad y previsible fracaso del empeño no impidió que  en su día  aceptaran incorporarse al proyecto, o jugaran un importante papel puntual,   personas de  muy  diferentes intereses teóricos (incluidas personalidades ajenas a la filosofía en el sentido estricto, como  Eduardo Chillida o el Medalla Fields de Matemáticas  René Thom). Grande era también la disparidad en  posicionamientos políticos, en un momento en el que el problema vasco era absolutamente candente.  Pero  se  pretendía en aquella facultad de Zorroaga  (otra cosa es que se consiguiera) que la diversidad en filiación política nunca primara sobre la exigencia de ser cabalmente humanos, es decir, avanzar siempre con la razón por delante.

Victor Gómez Pin trabaja actualmente en una tentativa de establecer el estado de la cuestión sobre las implicaciones que para el concepto heredado de naturaleza tienen ciertas disciplinas científicas contemporáneas. Pero convencido de que el reconocimiento de la pluralidad de intereses de la razón no implica renunciar a explorar los diferentes ámbitos de la misma, se ha introducido en  el universo de Marcel Proust  y en la apuesta de este escritor por hacer de la palabra matriz exclusiva de redención.      

Bibliografía


Enlaces

Información sobre el X Congreso Internacional de Ontología aquí.

 

 

 

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